Home Data de criação : 08/08/21 Última atualização : 08/12/17 01:06 / 66 Artigos publicados
 

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Aprendizagem Apreciativa  (estudo) escrito em sábado 13 setembro 2008 19:57

Aprender é um processo de aquisição de conhecimentos, habilidades, valores e essencialmente de desenvolvimento da capacidade de pensar, julgar e empregar conceitos que conduzam às mudanças de atitudes e de comportamentos.

Assim podemos ver a educação como uma tentativa consciente de promover a aprendizagem ou resignificação de um comportamento anterior, mediante novas informações.De acordo com a tradição, a apreciação de tal tentativa centrou-se em torno do ensino direto por parte dos professores. Atualmente, com a transformação de paradigma educacional, pois aprender significa ir além da instrução direta e pode ser promovida em ambientes criativos e/ou virtuais de aprendizagem.

É notório que à medida que empregamos métodos de ensino contemporâneos, combinando educação e entretenimento, oferecendo oportunidades para reação afetiva do aluno.Levando em conta a maturidade do aluno, motivação,respeitando as diferenças individuais.Usando de métodos construtivos e apreciativos.Deixando de lado as aulas formais,pondo de lado o tradicionalismo e dando espaço a técnicas de discussão simples e natural,em forma de conversação.Podemos ver que o aluno passa a associar o conhecimento obtido ao prazer.Deixando de ser algo enfadonho e passando a ser prazeroso,o ato de educar tornar-se mais interessante,de modo que tais métodos e práticas permitem que o aluno aprenda mais rápido,de maneira mais eficiente e divertida.

Os objetivos da escola não são apenas intelectuais e de  aquisição de habilidades e treinamentos.A escola pretende contribuir para formação da personalidade do aluno e sua integração no meio social.Formando indivíduos pensantes,que tem idéias e ideais próprios.Quebrando barreiras,preconceitos,desigualdades etc.Fazendo uso de processos de aprendizagem cada vez mais aperfeiçoados.Tendo em mente que as reações do aluno pode variar em positiva,negativa,ou mesmo indiferente ao conhecimento que está sendo apresentado a ele.Desta maneira,a aprendizagem apreciativa sempre acompanha as demais aprendizagens,ultrapassando os muros da escola e seguindo pela vida a fora.

A aprendizagem apreciativa resulta em respostas afetivas,que poderão ser benéficas ao aluno e  à sociedade.Tal aprendizagem compreende  atitudes e valores sociais traduzidos por anseios,hábitos,ideais,crenças,que constituem princípios da conduta humana.Já que sem emoções,sentimentos e ideais, a vida não teria sentido.E a mesma regra se aplica à escola,tem que haver sentido para aquilo que é aprendido,do contrário não há desenvolvimento real e satisfatório do aluno em relação ao que lhe foi ensinado.

É interessante salientar que o melhor indicador da educação e cultura de um educando não está na sua habilidade para fazer coisas, nem na quantidade de informações e conhecimentos por ele armazenados, mas na qualidade de seus ideais,suas atitudes e preferências.Vejamos o exemplo dos chamados “profissionais”,advogados que não sabem interpretar leis,engenheiros como os que por erro de cálculos dos pilares causaram a queda de edifícios,como o Palace 2,na Barra da Tijuca, a 10 anos atrás.Estes são pessoas que apesar de saber ler,escrever,contar,fazem faculdade,mas a gama de informações obtidas não possuem teor considerável de qualidade,impedindo tais indivíduos de realizarem tarefas simples,tais como interpretar o texto lido ou mesmo calcular algo de forma exata.Estes,engordam a grande massa dos chamados Analfabetos Funcionais.

Diferente da aprendizagem ideativa e motora,na qual pode-se submeter-se a regras e processos definidos,a aprendizagem apreciativa não dispõe de técnicas especificas.Os valores,atitudes,ideais etc.,são,em parte intelectuais.Podendo,desta maneira,ser desenvolvidos,em diversos casos,mediante aulas orientadas na base dos métodos de aprendizagem ideativa.Há casos em que a aprendizagem apreciativa exige um ataque direto,mediante situações que provoquem resposta afetiva.Todavia,mesmo que a aprendizagem de apreciação não tenha lugar fixo nos horários,o cultivo dos valores,exige,estudos analíticos das idéias relacionadas com tais valores.

Um professor, tal qual, educador consciente, deve expressar em seus comportamentos as atitudes que deseja formar nos alunos.O professor impulsivo não pode inculcar nos alunos o valor do domínio de si mesmo.Outro aspecto muito importante é o preparar o aluno para receber a aprendizagem,já que as idéias podem suscitar emoções mais espontaneamente.É interessante que o professor crie situações propicias para a aprendizagem,relacionando sempre o aprender ao prazer.Deve oferecer oportunidade para reações afetivas do aluno;é válido fazer uso da pedagogia crítica,usando músicas e muita conversação,visto que a música, como parte do nosso passado cultural, atual e futuro, tem o poder de liberar os alunos e os seus professores dos estereótipos atuais, e incentivando o pensar crítico, uma ação crítica, e um sentimento crítico. Colocando a música em um contexto social, político e cultural.E unindo a melodia da música e o assunto aprendido,conversado,discutido.O aluno sempre associará tal assunto a algo prazeroso e dessa forma aprenderá rapidamente e de forma mais eficaz.

Na escola,a história e a literatura,podem cultivar valores e ideais de conduta.A educação cívica pode inculcar o desejo de um bom governo e oferecer uma prática das funções e deveres de cidadania;um bom momento para isso foi no período que estudamos a Independência do Brasil,seria muito cômodo abrir um livro e falar algo repetido a respeito da independência,porém fazendo uso da aprendizagem apreciativa e da pedagogia crítica,podemos obter bons resultados ao usar músicas e induzir os alunos à debaterem em forma de conversação,a respeito de tal assunto.

É valido ressaltar que as formas de medir outras aprendizagens não são adequadas para aprendizagem apreciativa. A melhor maneira de se obter medidas, neste campo, é observar os alunos, com a finalidade de determinar se sua conduta está de acordo com seus ideais,valores ou atitudes.

Quanto ao processo de condicionamento de reações,podemos notar que uma resposta afetiva,em determinada situação,associa-se à mesma,ou à situação semelhante,pelo processo de condicionamento.Quando fazemos uso da aprendizagem apreciativa,associando um elemento algumas vezes não aceito pelo aluno,o chamado estímulo negativo,às situações agradáveis,como músicas,dinâmicas,conversações etc.Junto à repetição da apresentação de variados elementos,respectivamente,fará com que se associem e o estado afetivo já ligado a alguns elementos se ligará ao novo estimulo,fazendo com que o assunto dado seja apreciado.

Sabemos também que o processo de aprendizagem está também ligado ao processo de imitação.O individuo que imita observa outro realizar determinada ação e esta observação é o fator essencial que o leva a agir de forma semelhante.Aquele que imita,nem sempre repete exatamente as outras pessoas,entretanto,acaba por atingir os mesmos resultados.Um fator que leva um aluno a produzir tal imitação é que ao momento que ele desvia-se demasiadamente do grupo,tal desvio provoca criticas e até exclusão;conformar-se ao grupo traz compensações e o educando passa a observar o comportamento dos outros membros do grupo,realizando a imitação propriamente dita.

Através da observação,o aluno percebe  que ao imitar atos de seus colegas bem sucedidos,o mesmo pode lhe ocorrer.Isso leva a uma tentativa consciente e deliberada de imitação para atingir mais rapidamente objetivos desejáveis.A imitação,portanto,não é um fim em si mesmo;não é apenas uma tendência para copiar cegamente a ação dos outros.Trata-se de um modo mais eficiente de obter prestigio,aceitação social e segurança emocional.Assim,a tendência imitativa,pode,originar-se de um condicionamento,ou de um ensaio-e-erro motivado,com mais eficiência,ao invés de um ensaio-e-erro cego.

Portanto, podemos assinalar a imitação como uma atividade intelectual em que o indivíduo age sob a influência do outro, porém, assimila o saber conforme o nível de desenvolvimento em que se encontra, evidenciando duas unidades dialéticas: imitação mecânica e imitação intelectual; imitação e criação. Confirmando a hipótese de que a imitação é inerente ao processo de ensino e aprendizagem e imprescindível nas relações sociais, sofrendo determinações históricas e culturais, não de forma mítica ou mecânica, mas como um determinante para a aquisição do conhecimento e para o desenvolvimento humano.

 

 

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Mal de Alzheimer  (estudo) escrito em sexta 05 setembro 2008 03:49

A doença de Alzheimer ou mal de Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro caracterizada por uma perda das faculdades cognitivas superiores, manifestando-se inicialmente por alterações da memória episódica. Estes défices amnésicos agravam-se com a progressão da doença, e são posteriormente acompanhados por défices visuo-espaciais e de linguagem. O início da doença pode muitas vezes dar-se com simples alterações de personalidade, com ideação paranóide.

Causas

A base histopatológica da doença foi descrita pela primeira vez pelo neuropatologista alemão Alois Alzheimer em 1909, que verificou a existência juntamente com placas senis (hoje identificadas como agregados de proteína beta-amilóide), de emaranhados neurofibrilares (hoje associados a mutação da proteína tau, no interior dos neurotúbulos). Estes dois achados patológicos, num doente com severas perturbações neurocognitivas, e na ausência de evidência de compromisso ou lesão intra-vascular, permitiram a Alois Alzheimer caracterizar este quadro clínico como distinto de outras patologias orgânicas do cérebro, vindo Emil Kraepelin a dar o nome de Alzheimer à doença por ele estudada pela primeira vez, combinando os resultados histológicos com a descrição clínica.

Efeitos

Caracteriza-se clinicamente pela perda progressiva da memória. O cérebro de um paciente com a doença de Alzheimer, quando visto em necrópsia, apresenta uma atrofia generalizada, com perda neuronal específica em certas áreas do hipocampo mas também em regiões parieto-occipitais e frontais.

A perda de memória causa a estes pacientes um grande desconforto em sua fase inicial e intermediária, já na fase adiantada não apresentam mais condições de perceber-se doentes, por falha da auto-crítica. Não se trata de uma simples falha na memória, mas sim de uma progressiva incapacidade para o trabalho e convívio social, devido a dificuldades para reconhecer pessoas próximas e objetos. Mudanças de domicílio são mal recebidas, pois tornam os sintomas mais agudos. Um paciente com doença de Alzheimer pergunta a mesma coisa centenas de vezes, mostrando sua incapacidade de fixar algo novo. Palavras são esquecidas, frases são truncadas, muitas permanecendo sem finalização.

Evolução

A evolução da piora é em torno de 5 a 15% da cognição (consciência de si próprio e dos outros) por ano de doença, com um período em média de oito anos de seu início e seu último estágio. Com a progressão da doença passa a não reconhecer mais os familiares ou até mesmo a não realizar tarefas simples de higiene e vestir roupas. No estágio final necessita de ajuda para tudo. Os sintomas depressivos são comuns, com instabilidade emocional e choros. Delírios e outros sintomas de psicose são frequentes, embora difíceis de avaliar nas fases finais da doença, devido à total perda de noção de lugar e de tempo e da deterioração geral. Em geral a doença instala-se em pessoas com mais de 65 anos, mas existem pacientes com início aos quarenta anos, e relatos raros de início na infância, de provável cunho genético. Podem aparecer vários casos numa mesma família, e também pode acontecer casos únicos, sem nenhum outro parente afetado, ditos esporádicos.

Tratamento

O tratamento visa a confortar o paciente e retardar o máximo possível a evolução da doença. Algumas drogas são úteis no início da doença, e sua dose deve ser personalizada. São os inibidores da acetil-colinesterase, medicações que inibem a enzima responsável pela degradação da acetilcolina produzida e liberada por um núcleo na base do cérebro (núcleo basal de Meynert). A deficiência de acetilcolina é considerada epifenômeno da doença de Alzheimer, mas não é o único evento bioquímico/fisiopatológico que ocorre. Mais recentemente, um grupo de medicações conhecido por inibidores dos receptores do tipo NMDA (N-Metil-D-Aspartato) do glutamato entrou no mercado brasileiro, já existindo no europeu há mais de uma década. A memantina é tal droga, e sua ação dá-se pela inibição da ligação do glutamato, neurotransmissor excitatório do sistema nervoso central a seus receptores. O glutamato é responsável por reações de excitotoxicidade com liberação de radicais livres e lesão tecidual e neuronal. Há uma máxima na medicina que diz que uma doença pode ser intratável, mas o paciente não.

 

Referências

  1. Reversal Of Alzheimer's Symptoms Within Minutes In Human Study. Página visitada em 13 de janeiro de 2008.
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